segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Tentativa de auto-análise

Bom dia, gente!
Ultimamente tenho ficado meio reclusa e introspectiva. E tenho a sensação que passo por uma fase de transformação interna que deve marcar os meus dias daqui para frente. Ando me analisando por inteiro. Aos 41, procuro me ver de forma integral, inclusive através e além do espelho. Coincidentemente, hoje recebi um e-mail da amiga Luíza Barbosa que traduz um pouco do que tenho tentado enxergar. Por isso, o publico neste espaço. Espero que gostem!
Beijos.

Declaração de gênero sob a ótica masculina...
(Autor Desconhecido)

Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção. Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual. Isso quer dizer, se tem forma de guitarra... Está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas. As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas...

Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.

Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. Inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais longos, melhor. Para andar com os cabelos curtos, bastam os nossos. As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas. Por que razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco?

Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas é como ter o melhor sofá embalado no sótão. É essa a lei da natureza... Que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulímica e nervosa, logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde. Entendam de uma vez!

Trate de agradar a nós e não a vocês. Porque nunca terão uma referência objetiva do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda. As jovens são lindas... Mas as de 40 para cima são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o Atlântico a nado. O corpo muda... Cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas, que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18.

Entretanto, uma mulher de 40, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se autodestruindo. Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes); quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se saboreia e não sofre); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza. Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza.

São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa... Viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados, e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesáreas e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.

Cuidem-se! Amem-se! A beleza é tudo isto. Tudo junto!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Bate papo pós-carnaval

Ei gente! Há quanto tempo, hein? Pois é, como eu estava em férias em janeiro e o ano só começa de fato depois do carnaval, estou estreando 2008 com um texto de Miguel do Rosário que analisa a onda pessimista que ainda assola o país. Troquei o título original "Bate papo pré-carnaval", para "pós carnaval" por motivos óbvios. Aliás, uma sugestão que já veio com o texto, enviado pelo grande amigo e colaborador Aníbal Júnior.
Espero que gostem.
Beijos...

"Uma sombra se espalha sobre a economia brasileira. Uma sombra de pessimismo forçado, desilusão tendenciosa e muito mau-caratismo. Acho incrível como setores da sociedade realmente torcem contra o país. Lembro do Jô Soares comentando com um entrevistado sobre a descoberta do mega-campo Tupi: "esse Lula tem uma sorte!". Como se a sorte não fosse do Brasil! E a febre amarela? Morreu em São Paulo outra pessoa vítima do sensacionalismo partidário. Era uma mulher com uma doença que lhe reduzia a capacidade imunológica, não viajaria para florestas e decidiu se vacinar devido ao pânico difundido pela mídia. Cada vez fica mais claro que o Ministério Público deveria acionar jornalistas e órgãos de imprensa que cometerem irresponsabilidade contra a saúde brasileira. Essa é a ética que eles tanto arrotam?

Lembram da crise do gás? Há tempos que a imprensa quer forçar uma crise do gás. Como se trata combustível sobre o qual o país ainda não tem autonomia e cuja demanda explodiu nos últimos anos, o gás tem uma balança de oferta e demanda bastante delicada. Primeiro, tivemos problemas com a Bolívia, que a imprensa queria ver invadida pelo Brasil. Miriam Leitão quase chegou a exigir que o Brasil patrocinasse um golpe de Estado contra Evo Morales. Conseguimos superar a crise com a Bolívia de maneira bastante construtiva e diplomática, atendendo os grandes interesses nacionais e latinos. Mesmo no auge das tensões, a Bolívia nunca deixou de fornecer gás para o Brasil.

Depois tivemos a queda do nível dos reservatórios, que obrigou o governo a desviar gás para as termoelétricas. A imprensa novamente voltou a carga, procurando exagerar uma crise que durou menos de 24 horas. O Roberto Jeferson tentou surfar na onda e dedicou seu programa eleitoral na tv para jogar os taxistas cariocas contra Lula. Miriam Leitão, principal senadora da oposição, produziu extensas catilinárias contra a política federal sobre o gás.
Pois bem. Hoje, veio a notícia. O gasoduto Espírito Santo - Rio de Janeiro entrou em funcionamento nesta quinta-feira 31 de janeiro de 2007. Com ele, o Rio receberá, a partir de hoje, mais 5,5 milhões de metros cúbicos de gás por dia, o que representa um acréscimo de mais de 50% à oferta atual do estado. Até o final do ano, o gasoduto irá ampliar sua oferta para até 20 milhões de metros cúbicos.

E o Rio achou um campo de gás gigante em alto mar, que deverá entrar em funcionamento em 3 ou 4 anos, a depender das dificuldades tecnológicas. O Tupi também tem gás.

Enfim, o Rio de Janeiro agora tem oferta abundante de gás e possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo. O que me espanta é que, depois de tantos anos de incerteza sobre o gás, agora que finalmente a situação estabilizou-se, o jornal O Globo, que tanto destaque havia dado à crise, não desenvolva maiores argumentos sobre as possibilidades econômicas que se descortinam para o futuro do Rio de Janeiro diante dessa nova realidade. Uma boa matéria jornalística sobre este súbito e firme aumento da oferta de gás para o Rio de Janeiro poderia repercutir internacionalmente, ajudando inclusive a trazer novos investimentos para cá. Afinal, as empresas preferem se instalar em lugares que ofereçam segurança energética e a baixo custo.

Esse tipo de atitude me impressionou muito por ocasião da descoberta do mega-campo Tupi. A pobreza de informações e análises sobre a descoberta me intrigou em demasia. O Globo prefere dar mais destaque ao fato de um ministro ter pago uma tapioca de R$ 8 com um cartão de crédito corporativo do que o país ter descoberto a maior reserva de petróleo de sua história.Miriam Leitão, sempre ela, só cita a Petrobrás para falar mal, enquanto louva descaradamente a Vale do Rio Doce, cuja privatização ela foi uma das maiores defensoras. Como jornalista econômica, o mínimo que se esperaria de Leitão é que discorresse um pouco sobre as óbvias perspectivas econômicas que se abrem para o Brasil diante da descoberta de mega-reservas de petróleo e gás no pré-sal, cujo mérito é único e exclusivo da Petrobrás.

Tem mais. Quando anunciaram a descoberta do mega-campo Tupi, a imprensa não quis acreditar. Acusou exploração política. Que não era nada daquilo. Que o governo estava tentando abafar a crise do gás. Mas era o contrário. O governo estava sendo ultra-conservador, já que a descoberta do Tupi sinalizava (como vem se confirmando) a existência de petróleo em toda a área do pré-sal, que vai de Santa Catarina ao Espírito Santo.

A descoberta de Tupi não foi "sorte" de Lula. Foi sorte do Brasil, ora! Há poucas semanas, descobriram outro campo gigante na Bacia de Santos, batizado de Júpiter se não me engano. Esses dois campos renderão mais de dois bilhões de dólares para a caixa do Estado do Rio. O secretário de fazenda do estado já prometeu que o dinheiro será usado para investimentos na baixada fluminense.
Outro dia, o Globo publicou uma cartinha de leitor que dizia o seguinte: 'Deviam trocar PAC para Programa de Aceleração da Corrupção, porque o crescimento ninguém sabe ninguém viu'. Ora, esse cidadão, não tivesse sido vítima de lavagem cerebral midiática, estaria ciente de que o país cresceu 6% em 2007, a maior taxa de crescimento em mais de vinte anos, sendo que, quando o Brasil cresceu assim, há vinte anos, foi com inflação galopante, insuficiência energética e má distribuição de renda. E o Brasil cresceu com crise externa, com um cenário desfavorável lá fora. Assim como acontece este ano. Estados Unidos em crise, Brasil feliz. Lembra até a canção do Chico: 'por trás de um homem triste, há sempre uma mulher feliz / e atrás dessa mulher / mil homens sempre tão gentis'.

Por isso, imprensa e demais aves de mau agouro, para seu próprio bem, abandonem esse mau humor estúpido e anti-nacionalista, e mereçam o país que vocês têm!".

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Idosos, não. Eles acumulam juventude

27 de setembro é oficialmente o Dia Nacional do Idoso. E é com muita tristeza que registro a constatação de que a sociedade brasileira ainda traz no seu âmago o preconceito e o desdém em relação aos nossos idosos. Muitos deles parecem fadados ao castigo por insistirem em viver um pouco mais e continuarem "ocupando" um lugar na sociedade.

O Brasil, que já foi celebrado como o país dos jovens, tem hoje cerca de 13,5 milhões de idosos, representando 8% da população. Em 20 anos, o país será o 6º no mundo com o maior número de pessoas idosas. Esses dados servem de alerta para que a sociedade se prepar para essa nova realidade.

Expectativa de vida
O avanço da medicina e a melhora na qualidade de vida são as principais razões dessa elevação da expectativa de vida em todo o mundo. Apesar disso, ainda há muita desinformação sobre as particularidades do envelhecimento e o que é pior: muito preconceito e desrespeito em relação às pessoas da terceira idade, principalmente nos países pobres ou em desenvolvimento.

No Brasil, são muitos os problemas enfrentados pelos idosos em seu dia-a-dia: a perda de contato com a força de trabalho, a desvalorização de aposentadorias e pensões, a depressão, o abandono da família, a falta de projetos e de atividades de lazer, além do difícil acesso a planos de saúde.

Dia do Idoso
O Dia Nacional do Idoso foi estabelecido em 1999 pela Comissão de Educação do Senado Federal e serve para refletir a respeito da situação do idoso no País, seus direitos e dificuldades.
A população no mundo está ficando cada vez mais velha e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), por volta de 2025, pela primeira vez na história, haverá mais idosos do que crianças no planeta.

A instituição do Estatuto do Idoso, regido por princípios que registram o direito dessas pessoas a uma ocupação e trabalho, acesso à saúde, justiça, cultura e sexualidade e participação ativa na família e na comunidade já pode ser considerado um avanço. Afinal, respeitar e ouvir o idoso é obrigação de toda a sociedade. Mas infelizmente a ignorância e o preconceito ainda imperam.

Na última sexta-feira, dia 28/09, o padre Humberto Wuyts, da paróquia de Jardim da Penha, Vitória-ES, emocionou e arrancou aplausos de todos os presentes na inauguração do Centro do Centro de Convivência da Terceira Idade do bairro: “Prefiro me referir aos idosos como pessoas com alto índice de juventude acumulada”.

Faço minhas as sábias palavras do padre.