domingo, 3 de junho de 2012
Setur entrega Plano de Trabalho do Turismo a Santa Teresa na abertura do Festival de Jazz and Bossa
domingo, 27 de março de 2011
Setur e Sebrae-ES apresentam pesquisas sobre turismo no Espírito Santo
As pesquisas serão apresentadas na sede da Setur, em Vitória, por Denis Pedro Nunes, analista técnico em pesquisa do Sebrae-ES. Foram convidados para participar do evento os diretores superintendente e de atendimento do Sebrae-ES, respectivamente, José Eugênio Vieira e Ruy Dias de Souza; a gerente de Turismo, Gelisa Bosi; a gerente de Estratégia e Planejamento, Daniela Negri; além do gestor do convênio, Mario Cesar e o secretário de Turismo de Vitória, Antônio Bispo.
“A realização dessas pesquisas é fundamental para traçarmos o perfil daqueles que visitam o Espírito Santo e as ações necessárias para fomentar o turismo no nosso Estado”, concluiu o secretário de Estado de Turismo, Alexandre Passos.
Informação à Imprensa:
Assessoria de Imprensa/Setur
Tania Mariano
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quinta-feira, 8 de julho de 2010
Violência contra a mulher: o que é isso companheiros?
É claro que por se tratar de um jogador de um dos maiores times de futebol do país, o caso também está tendo uma grande repercussão. No entanto, os números mostram que muitas outras Elizas, Marias e Joanas, cidadãs comuns, sofrem com a violência praticada por seus maridos, amantes, pais, irmãos...
A candidata à Presidência da República Dilma Roussef (PT) tinha acabado de comentar a prisão de Bruno, afirmando que o crime é um exemplo de violência contra a mulher e pedindo que não fique impune, quando ela mesma sofreu um ataque frontal.
Uma charge do cartunista Nani publicada no Blog do jornalista Josias de Souza no dia 8 de julho mostra Dilma rodando bolsinha encarnando uma prostituta. Clique a aqui para ver a ilustração. A indignação foi geral e o blog acabou publicando uma nota de repúdio do presidente do PT, José Eduardo Dutra.
Além de preconceituosa e desrespeitosa com uma candidata à Presidência da República, a charge mostra uma outra face do machismo e da violência contra a mulher, fazendo pouco caso sobre a condição feminina, como se fôssemos incapazes e incompetentes.
Na noite do mesmo dia, várias lideranças ligadas aos movimentos femininos divulgaram uma nota de repúdio à charge. Após inúmeras críticas na internet, o blogueiro da Folha retirou a ilustração do ar.
Um trecho da nota diz que "além do desrespeito e deselegância presentes na charge sobre a mulher na política, cujo alvo é uma candidata que tem uma história de luta contra o conservadorismo e as injustiças sociais, a ilustração reforça o preconceito sexista em relação às mulheres na política, desqualificando-as e fortalecendo o poder masculino".
A charge também surpreendeu porque Nani é um profissional de talento que até o momento era muito apreciado e respeitado nos círculos de esquerda. De fato, lamentável a sua postura, companheiro!
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Em 2014, Brasil vai tirar uma "França" da miséria

Clique aqui e veja o vídeo.
O bom time brasileiro para 2014
Segundo dados apresentados por Neri, a renda do brasileiro vem crescendo 5,3% ao ano e houve uma queda de 43% do total de miseráveis do País num período de cinco anos — entre 19 e 20 milhões de brasileiros.
Fizemos muito em pouco tempo e acho que essa agenda procura elencar um conjunto de políticas. Nossa defesa macroeconômica está muito bem postada e nosso ataque social está muito forte, que é o Bolsa Família. O nosso Pelé é a nova classe média. Estamos falando de uma França a ser incorporada ao mercado e à cidadania. Isso é possível. Ou seja, crescimento com redução de desigualdade.
Para que os bons resultados obtidos no País até aqui sejam confirmados, é preciso que o Brasil invista em educação — um dos principais pontos da agenda proposta pelo Conselho.
Se no passado o Brasil era o mais ‘envergonhado’ dos Bric (grupo composto por Brasil, Rússia, Índia e China), agora estamos no mesmo nível, afirma Neri. E para que esse processo tenha sustentabilidade, é preciso investir em educação, reiteirou o economista.
A agenda de futuro é econômica, é social. O Brasil não é um país previsível. Temos revoluções acontecendo que só de vez enquanto nos damos conta. A dificuldade brasileira é jogar junto. E esse Conselho está conseguindo fazer que todos atuem juntos.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Morre José Saramago... Para além dos muros de Berlim
Do alto dos seus 87 anos de vida, o escritor português José Saramago morreu hoje, 18 de junho, deixando um legado de opiniões fortes e uma vasta obra literária. Prêmio Nobel de Literatura em 1998, primeiro escritor de língua portuguesa a obter a honraria, Saramago mostrou ao longo de sua vida uma paixão duradoura pela literatura.
Deixo de lado a análise da forma - textos marcados pelos períodos longos e pela pontuação em muitos momentos quase inexistente - para me atentar ao conteúdo, sempre recheado de reflexões fortemente humanistas.
Foi um autor polêmico. Declaradamente ateu convicto, muitas vezes desagradou os religiosos, em especial a igreja católica. Paradoxalmente, também desferia duras críticas à esquerda, que "não pensa nem atua", apesar de afirmar ser um "comunista hormonal".
Vão-se as polêmicas, fica a obra. O crítico Harold Bloom qualificou-o como "o escritor de romances mais dotado de talento dos que seguem com vida, um dos últimos titãs de um gênero em vias de extinção". A citação consta do prefácio de "O Caderno", assinado pelo italiano Umberto Eco, reproduzido pelo site do jornal espanhol "El País".
Fica na minha lembrança, o lançamento do projeto "Terra" aqui no Espírito Santo, evento no qual tive a honra de fazer o papel de cerimonialista. O livro de fotografias Terra, de Sebastião Salgado, contou com a introdução de José Saramago e incluía um CD de Chico Buarque.
O projeto foi dedicado "aos milhares de famílias de brasileiros Sem Terra que sobrevivem em acampamentos improvisados às margens das rodovias, lutando, na esperança de um dia conquistar um pedaço de terra para produzir", nas palavras de Chico Buarque.
Saramago vai além, muito além do que se pode traduzir. Nos últimos tempos, aderiu à internet, publicando textos em seu blog "Outros cadernos de Saramago". No cyberespaço , o escritor se dispunha a escrever suas reflexões sobre o mundo na internet e a dialogar com os leitores.
Ali ele também voltou seu olhar crítico para a cidade do Rio de Janeiro. Em artigo publicado no blog em março de 2009, Saramago comparou aos muro de Berlim e da Palestina o projeto do estado de construir muros como ecolimites em favelas cariocas.
Cá para baixo, na Cidade Maravilhosa, a do samba e do carnaval, a situação não está melhor. A ideia, agora, é rodear as favelas com um muro de cimento armado de três metros de altura. Tivemos o muro de Berlim, temos os muros da Palestina, agora os do Rio. Entretanto, o crime organizado campeia por toda a parte, as cumplicidades verticais e horizontais penetram nos aparelhos de Estado e na sociedade em geral. A corrupção parece imbatível. Que fazer?"
Após a declaração de Saramago, a iniciativa do governo ganhou repercussão internacional e também foi alvo de críticas do jornal inglês "The Times", afirmando que as barreiras iriam segregar milhares de moradores das favelas em guetos, e do jornal espanhol "El País", que chegou a dizer que os ecolimites tinham "aspecto penitenciário" .
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Chico Buarque certo dia disse, "vai passar"... E Dilma vai...
Depois que ele (Chico) declarou apoio a Dilma, fico ainda mais enternecida com a sensibilidade desse grande artista, sempre engajado social e políticamente. E isso me deu um gás para tirar as teias de aranha e voltar a postar no meu blog. Apesar da gripe e da sinusite, começo a semana com disposição pra luta.
Meu beijo pra você Chico!
Brasília, domingo, 06 de junho de 2010
Chico Buarque certo dia disse, "vai passar"

Como mostra o gráfico Dilma cresceu de setembro a junho 22% no instituto de pesquisa Ibope e Serra permanece na margem de erro da pesquisa há oito meses, 2%, variando de 35% em setembro para 37% agora em junho.
Isso que dizer que está no mesmo patamar de 35%, Serra não cresceu enquanto estava exercendo o cargo de governador de São Paulo, não cresceu quando lançou sua candidatura, não cresceu em nenhum momento desde setembro.
Dilma cresce em média 3% por mês, saiu de 15% em setembro e chega aos 37% neste mês de junho. Desde que saiu da Casa Civil a ex-ministra cresceu 8% só nos últimos sessenta dias.
Serra continua sendo o candidato com maior índice de rejeição, tanto no Datafolha, como na pesquisa divulgada ontem. Serra quando o instituto apura quem é o candidato mais antipático, fica a frente de todos os outros.
Apesar de ajudar, campanha eleitoral não é concurso de simpatia, acredito que Serra está no quesito mais antipático, não só pelo visual, é porque não tem discurso e propostas novas.
Muitos analistas declaram que a exposição em programas eleitorais pode favorecer um candidato durante a fase de levantamento das pesquisas, durante essa pesquisa do Ibope divulgada ontem Serra apareceu em todos os programas do DEM.
Mas, ainda não podemos dizer porque não cresceu nas pesquisas segundo os analistas, se empacou mesmo ou se porque estava no programa dos demos, aparecer ao lado do DEM não ajuda ninguém.
Dilma em todas as pesquisas realizadas nos últimos meses por todos os institutos, Sensus, Vox Populi, Datafolha e o Ibope está na frente na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde sem ser apresentado qualquer nome, "Se a eleição fosse hoje em quem você votaria?
Sem a resposta estimulada a ex-ministra cresce também, o nome tá na ponta da língua.
A questão é de tempo, Dilma continuando nesse consistente crescimento e como disse um dia Chico Buarque, vai passar.
Fonte: http://dilma13.blogspot.com/
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Frase do dia
terça-feira, 4 de agosto de 2009
De volta à ativa depois de um longo tempo
Deixei meu blog pra lá e hoje me dei conta de que isso já foi há quase um ano! O último post foi em setembro de 2008, durante a campanha eleitoral. E quatro dias antes do meu aniversário!!!!
O mais irônico disso tudo é que, ao lembrar do momento emocional crítico pelo qual eu estava passando, vejo que hoje a metamorfose está completa.
Saí do casulo, me tornei uma mulher muito mais independente. E melhor, não perdi a minha essência. Continuo acreditando no mundo, acreditando na mudança, no futuro...
"Endurecer sem perder a ternura... Jamais."
E toca a vida mais feliz!
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Zé Nilton 13660 para vereador de Vila Velha
Gente,Estou apoiando Zé Nilton para vereador de Vila Velha. Esse eu conheço há muito tempo (quase 20 anos) e posso falar dele com propriedade. Um cara engajado, que sempre esteve na luta, começou ainda rapazinho no movimento estudantil e já atuou em várias frentes do movimento social e sindical.
O seu projeto é ajudar a construir uma cidade moderna e sustentável, com qualidade de vida para os seus cidadãos. Zé Nilton também se preocupa com a cultura popular local.
É um voto que vale a pena. Vamos ajudar a mudar a cara de Vila Velha. Vamos votar em Zé Nilton 13660 para vereador.
Jingle do companheiro Zé Nilton
sábado, 15 de março de 2008
Dia do Consumidor: quem é que vai pagar por isso?
As agências reguladoras que foram criadas para fiscalizar e garantir o bom funcionamento das empresas privatizadas que prestam serviços públicos não cumprem o seu papel. Um exemplo é a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que após a "crise aérea" que atingiu o Brasil a partir do final de 2006 tornou-se mais conhecida pelos passageiros.
"As agências devem privilegiar o contato com o consumidor, para terem uma idéia mais realista do problema a ser resolvido. Mas elas ainda não estão atuando de maneira satisfatória", diz Winston Neil Bezerra de Alencar, presidente da Comissão Especial de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil(OAB) nacional.
Ele explica que as agências têm como missão regular um determinado setor e proteger o consumidor de forma coletiva. "Por isso, quando um consumidor reclama, por exemplo, do atraso em um vôo, essa reclamação não deve ser vista como um caso isolado, porque outras pessoas também foram prejudicadas."
O representante da OAB vai além e afirma que as agências não devem nem mesmo esperar uma reclamação para agir. "Isso é transferir par ao consumidor a responsabilidade sobre algo que é dever do Estado. O Estado fica em um estado de inércia, quando tem de fiscalizar para prevenir."
Além da fiscalização, o presidente da comissão especial de defesa do consumidor defende punições mais severas para as prestadoras de serviço. "No Brasil, os efeitos ficam no processo judicial; a empresa paga indenização e volta a fazer a mesma coisa. Trata-se de uma conduta de desrespeito ao consumidor."
As empresas da área de saúde são as que têm maior índice de não atendimento às reclamações dos clientes, segundo o Cadastro de Reclamações Fundamentadas do Procon de São Paulo.
O setor representa 3% do total de reclamações registradas no ano passado, com 642 registros.
Outro exemplo negativo é a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que atua com telefonia fixa e móvel, áreas campeãs de reclamações. A Anatel tem demorado para normatizar o setor. As consultas públicas também demoram e os resultados demoram. Além disso, o consumidor não tem seus direitos atendidos.
Os especialistas destacam, contudo, que muitas vezes o próprio acesso às agências é difícil. "Talvez por estarem concentradas em Brasília, elas fiquem mais distantes. É preciso estreitar essa relação, indo até o consumidor, que muitas vezes não consegue um número de 0800, ou não encontra postos de atendimento em outros Estados", cobra o presidente da Comissão Especial de Defesa do Consumidor da OAB.
Conscientização ajuda a melhorar
Mesmo assim, ele demonstra confiança no modelo de agência reguladora e vê melhoras. "No caso mais crítico, que foi a crise aérea, chegamos a achar que não tinha mais jeito, mas acho que houve um progresso significativo", diz, em relação à Anac.
Para o economista, as queixas dos usuários podem ajudar a melhorar o serviço das agências. "Sempre que o consumidor faz uma reclamação, pega o número do protocolo e acompanha a resolução do problema, ele está contribuindo. À medida que ele tenha mais conhecimento sobre seus direitos, a situação avança."
Ele também espera que a figura do ouvidor traga mais transparência no relacionamento com o consumidor. O cargo está previsto em projeto de lei que aguarda votação no Congresso, mas algumas agências já têm um ouvidor à disposição dos cidadãos. "Em minha opinião, o ouvidor talvez seja o principal modificador no contato com o consumidor. Ele será uma pessoa na agência voltada a atuar diretamente na demanda dos consumidores. Em algumas agências ele já existe, mas mais por vontade da agência do que por exigência. Mas no projeto de lei, a figura do ouvidor aparece com grandes poderes", ressalta.
O projeto de lei 3337/04 prevê que o ouvidor será nomeado pelo Presidente da República para um mandato de dois anos, com possibilidade de uma recondução, e atuará sem subordinação hierárquica ou acumulação de funções. O texto diz que suas atribuições são "zelar pela qualidade dos serviços prestados pela Agência Reguladora e acompanhar o processo interno de apuração das denúncias e reclamações dos usuários, seja contra a atuação dela ou contra a atuação dos entes regulados".
quinta-feira, 6 de março de 2008
Essa gente que gera, chora e sorri com a alma
O Dia Internacional da Mulher é um importante marco político na trajetória de luta do movimento feminino, porque traduz o crescente amadurecimento político da organização das mulheres e fortalece a luta por um desenvolvimento sustentável, justo e solidário no campo e na cidade.
Estamos no Século XXI e ainda hoje é preciso levar reflexão, consciência e cidadania à sociedade através de manifestações em defesa dos direitos das mulheres. Temas como aborto, violência doméstica, liberdade de expressão, igualdade salarial, participação política ainda são tabus.
Frases corriqueiras como "mulher só atrapalha o trânsito", "loira burra", "vai pilotar um fogão" carregam em si a marca do sentimento machista que insiste em sobreviver em nosso meio e as críticas ao comportamento feminino na sociedade reforçam a tese de que "lugar de mulher é na cozinha".
E isso continua apesar dos números mostrarem a garra e eficiência das mulheres na sociedade brasileira. Segundo balanço do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , hoje somos 51,7% do eleitorado brasileiro. Do total de 127,4 milhões de eleitores brasileiros, 65,9 milhões são mulheres.
O levantamento indica ainda que as mulheres também estão à frente dos homens quando considerados os níveis de escolaridade dos eleitores por sexo. No Brasil, há mais eleitoras com nível superior, com segundo grau e com primeiro grau completo do que eleitores homens.
No entanto, elas também são maioria entre os analfabetos. O machismo alimenta o analfabetismo feminino. No Brasil, há 4,384 milhões de eleitoras analfabetas contra 3,840 milhões de eleitores homens. As regiões mais ricas e desenvolvidas concentram os piores indicadores de alfabetização para as mulheres.
A duras penas, as mulheres têm conquistado alguns avanços nas últimas décadas, mas a tão sonhada igualdade de oportunidades ainda está longe de ser uma realidade. Na legislação brasileira, o principal avanço no que se refere às mulheres foi a aprovação da Lei Maria da Penha - que pune com mais rigor a violência doméstica. Infelizmente, no submundo da violência nem tudo é denunciado. Muitas mulheres ainda apanham em silêncio.
Na última quarta-feira, dia 5 de março o governo Lula lançou o 2º Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, no Palácio do Planalto. A intenção do governo Lula é aumentar em 30% as empregadas domésticas com carteira assinada e o mesmo percentual deve ser reservado a empregos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O plano define entre as metas o combate à discriminação, inclusive sobre orientação sexual.
Segundo o governo, a partir da Lei Maria da Penha, o Brasil passou a ser o 18º país da América Latina e Caribe a contar com uma legislação específica de combate à violência contra a mulher.
Pelos números da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, nos oito meses após a sanção da Lei Maria da Penha, foram instaurados 32.630 inquéritos, uma média de 177 por Delegacias Especializadas de Atendimento da Mulher (DEAM).
"Se muito vale o já feito, mais vale o que virá", disse o sábio Gonzaguinha. Ainda temos um longo caminho a percorrer. No entanto, é preciso que homens e mulheres se unam na busca de um mundo mais justo e igualitário.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Contra fatos, não há argumentos
Hoje quero abrir um debate informal sobre o anúncio feito pelo governo Lula na semana passada dando conta que, pela primeira vez na história do Brasil, o país se tornou credor externo. Mais uma vez os fatos mostram que esse é um governo que dá certo, avança a passos largos, especialmente na área social. Os pessimistas que me perdoem, mas as boas notícias estão aí para quem quiser ver: o acesso cada vez mais facilitado à educação, o sucesso dos programas sociais, com a consqüente queda na taxa de desnutrição infantil, o aumento do emprego... Sejamos francos, é preciso analisar os fatos, não é?
Beijos.
Quando era presidente, Fernando Henrique Cardoso se propôs a superar a "era Vargas". Ou seja, fazer do Estado um apêndice do mercado. O que o sociólogo da banca não poderia supor é que oito anos depois, o desafio fosse outro: como suplantar a "era Lula" e restabelecer a velha política de terra arrasada que marcou o seu mandato?
O anúncio do Banco Central de que, pela primeira vez em sua história, o país se tornou credor externo vai muito além da dimensão simbólica. É a evidência de uma política macroeconômica que, responsável e consistente, consegue superar a vulnerabilidade deixada por um padrão acumulativo assentado no endividamento externo.
Não estamos deixando para trás uma crise apenas cíclica, de conjuntura, mas essencialmente estrutural cuja saída ainda exige um conjunto de medidas de profundidade, tendo em vista a mudança no caráter do desenvolvimento. O que estamos ultrapassando vem do modelo desenvolvimentista de JK, atravessa os 20 anos de oligarquia empresarial-militar iniciada em 1964 e se agrava com o modelo neoliberal implantado nos anos 1990 do século passado.
O soerguimento se dá em meio a uma reestruturação mundial do capitalismo, marcada pelo envelhecimento de padrões tecnológicos e de produção. No ocaso da divisão prevalecente dos mercados e, mais importante de tudo, do crepúsculo da ordenação comercial amparada na hegemonia do dólar, a economia brasileira mostra sua vitalidade. A lenta e dolorosa agonia do que está inexoravelmente condenado a desaparecer é o sol da nossa emergência
Retomar o crescimento direcionado para o resgate da enorme dívida social, com as contas externas saneadas, cala de vez os que falavam em continuidade do receituário do governo anterior, tanto quanto sinaliza o perigo de um eventual retorno dos que ainda pregam um Estado enfraquecido, mínimo. Daqueles que, como bem destacou Emir Sader ("É o Estado, estúpido!"), advogam menos “Estado, em ultima instância, porque o Estado organiza os cidadãos, que são sujeitos de direitos. Menos Estado e mais mercado, que organiza consumidores, medidos não por direitos – que não são reconhecidos pelo mercado -, mas pela capacidade de consumo".
Sempre é bom recordar que, há pouco menos de uma década, a dívida externa do setor público somava R$ 103 bilhões, descontadas as reservas em dólar. Os títulos federais corrigidos pelo câmbio saltaram de R$ 68 bilhões, em setembro de 1998, para R$105 bilhões em dezembro de 1999. A ausência de políticas para o produtor nacional produziu as mais baixas médias de tarifa de importação.
Na época, o ex-presidente do BC, Gustavo Franco, não cansava de repetir que o governo FHC não tinha uma política comercial do produtor, mas do consumidor. Para que incentivos à produção se ela era orientada pela demanda do consumo? O fundamentalismo do mercado falava grosso. A supervalorização cambial, de uma só tragada, levou os US$40 bilhões obtidos com a privatização do patrimônio público.Em debate no auditório da Folha de S. Paulo,às vésperas das eleições de 2002, Luis Carlos Mendonça, ex-ministro das Comunicações resumiu com franqueza incomum o que foi a gestão competente do tucanato:"a utilização do câmbio deixou de ser componente do plano de estabilização e passou a ser instrumento ideológico". O baixo nível das reservas e a péssima capacidade da rolagem da dívida levou o bloco de poder anterior a bater às portas do FMI.Em sua intervenção, Paulo Rabello de Castro repudiou o fato de "o Brasil ter extrema necessidade de ser aceito lá fora. Esse aplauso externo nos custa muito caro". Castro disse que o país dos primeiros seis meses do próximo governo deveria montar uma "defesa financeira", que incluiria dois "nãos" e um "sim": Não quero endividamento, não quero FMI e quero reservas de US$ 70 bilhões".
Para o economista, com bom trânsito junto ao antigo PFL, o governo Lula deve ter saído melhor que a encomenda. Não só veio a dupla negativa como as reservas somam hoje US$188,5 bilhões. Quando era presidente, Fernando Henrique Cardoso se propôs a superar a "era Vargas". Ou seja, fazer do Estado um apêndice do mercado. O que o sociólogo da banca não poderia supor é que oito anos depois, o desafio fosse outro: como suplantar a "era Lula" e restabelecer a velha política de terra arrasada que marcou o seu mandato? Pelo andar da carruagem, até José Serra está sendo reavaliado pelos roteiristas das redações. É feia a crise na locomotiva do atraso.
Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, e colaborador do Jornal do Brasil e Observatório da Imprensa.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Tentativa de auto-análise
Ultimamente tenho ficado meio reclusa e introspectiva. E tenho a sensação que passo por uma fase de transformação interna que deve marcar os meus dias daqui para frente. Ando me analisando por inteiro. Aos 41, procuro me ver de forma integral, inclusive através e além do espelho. Coincidentemente, hoje recebi um e-mail da amiga Luíza Barbosa que traduz um pouco do que tenho tentado enxergar. Por isso, o publico neste espaço. Espero que gostem!
Beijos.
Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção. Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual. Isso quer dizer, se tem forma de guitarra... Está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas. As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas...
Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.
Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. Inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais longos, melhor. Para andar com os cabelos curtos, bastam os nossos. As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas. Por que razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco?
Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas é como ter o melhor sofá embalado no sótão. É essa a lei da natureza... Que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulímica e nervosa, logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde. Entendam de uma vez!
Trate de agradar a nós e não a vocês. Porque nunca terão uma referência objetiva do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda. As jovens são lindas... Mas as de 40 para cima são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o Atlântico a nado. O corpo muda... Cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas, que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18.
Entretanto, uma mulher de 40, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se autodestruindo. Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes); quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se saboreia e não sofre); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza. Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza.
São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa... Viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados, e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesáreas e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.
Cuidem-se! Amem-se! A beleza é tudo isto. Tudo junto!
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Bate papo pós-carnaval
"Uma sombra se espalha sobre a economia brasileira. Uma sombra de pessimismo forçado, desilusão tendenciosa e muito mau-caratismo. Acho incrível como setores da sociedade realmente torcem contra o país. Lembro do Jô Soares comentando com um entrevistado sobre a descoberta do mega-campo Tupi: "esse Lula tem uma sorte!". Como se a sorte não fosse do Brasil! E a febre amarela? Morreu em São Paulo outra pessoa vítima do sensacionalismo partidário. Era uma mulher com uma doença que lhe reduzia a capacidade imunológica, não viajaria para florestas e decidiu se vacinar devido ao pânico difundido pela mídia. Cada vez fica mais claro que o Ministério Público deveria acionar jornalistas e órgãos de imprensa que cometerem irresponsabilidade contra a saúde brasileira. Essa é a ética que eles tanto arrotam?
Lembram da crise do gás? Há tempos que a imprensa quer forçar uma crise do gás. Como se trata combustível sobre o qual o país ainda não tem autonomia e cuja demanda explodiu nos últimos anos, o gás tem uma balança de oferta e demanda bastante delicada. Primeiro, tivemos problemas com a Bolívia, que a imprensa queria ver invadida pelo Brasil. Miriam Leitão quase chegou a exigir que o Brasil patrocinasse um golpe de Estado contra Evo Morales. Conseguimos superar a crise com a Bolívia de maneira bastante construtiva e diplomática, atendendo os grandes interesses nacionais e latinos. Mesmo no auge das tensões, a Bolívia nunca deixou de fornecer gás para o Brasil.
Depois tivemos a queda do nível dos reservatórios, que obrigou o governo a desviar gás para as termoelétricas. A imprensa novamente voltou a carga, procurando exagerar uma crise que durou menos de 24 horas. O Roberto Jeferson tentou surfar na onda e dedicou seu programa eleitoral na tv para jogar os taxistas cariocas contra Lula. Miriam Leitão, principal senadora da oposição, produziu extensas catilinárias contra a política federal sobre o gás.
Pois bem. Hoje, veio a notícia. O gasoduto Espírito Santo - Rio de Janeiro entrou em funcionamento nesta quinta-feira 31 de janeiro de 2007. Com ele, o Rio receberá, a partir de hoje, mais 5,5 milhões de metros cúbicos de gás por dia, o que representa um acréscimo de mais de 50% à oferta atual do estado. Até o final do ano, o gasoduto irá ampliar sua oferta para até 20 milhões de metros cúbicos.
E o Rio achou um campo de gás gigante em alto mar, que deverá entrar em funcionamento em 3 ou 4 anos, a depender das dificuldades tecnológicas. O Tupi também tem gás.
Enfim, o Rio de Janeiro agora tem oferta abundante de gás e possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo. O que me espanta é que, depois de tantos anos de incerteza sobre o gás, agora que finalmente a situação estabilizou-se, o jornal O Globo, que tanto destaque havia dado à crise, não desenvolva maiores argumentos sobre as possibilidades econômicas que se descortinam para o futuro do Rio de Janeiro diante dessa nova realidade. Uma boa matéria jornalística sobre este súbito e firme aumento da oferta de gás para o Rio de Janeiro poderia repercutir internacionalmente, ajudando inclusive a trazer novos investimentos para cá. Afinal, as empresas preferem se instalar em lugares que ofereçam segurança energética e a baixo custo.
Esse tipo de atitude me impressionou muito por ocasião da descoberta do mega-campo Tupi. A pobreza de informações e análises sobre a descoberta me intrigou em demasia. O Globo prefere dar mais destaque ao fato de um ministro ter pago uma tapioca de R$ 8 com um cartão de crédito corporativo do que o país ter descoberto a maior reserva de petróleo de sua história.Miriam Leitão, sempre ela, só cita a Petrobrás para falar mal, enquanto louva descaradamente a Vale do Rio Doce, cuja privatização ela foi uma das maiores defensoras. Como jornalista econômica, o mínimo que se esperaria de Leitão é que discorresse um pouco sobre as óbvias perspectivas econômicas que se abrem para o Brasil diante da descoberta de mega-reservas de petróleo e gás no pré-sal, cujo mérito é único e exclusivo da Petrobrás.
Tem mais. Quando anunciaram a descoberta do mega-campo Tupi, a imprensa não quis acreditar. Acusou exploração política. Que não era nada daquilo. Que o governo estava tentando abafar a crise do gás. Mas era o contrário. O governo estava sendo ultra-conservador, já que a descoberta do Tupi sinalizava (como vem se confirmando) a existência de petróleo em toda a área do pré-sal, que vai de Santa Catarina ao Espírito Santo.
A descoberta de Tupi não foi "sorte" de Lula. Foi sorte do Brasil, ora! Há poucas semanas, descobriram outro campo gigante na Bacia de Santos, batizado de Júpiter se não me engano. Esses dois campos renderão mais de dois bilhões de dólares para a caixa do Estado do Rio. O secretário de fazenda do estado já prometeu que o dinheiro será usado para investimentos na baixada fluminense.
Outro dia, o Globo publicou uma cartinha de leitor que dizia o seguinte: 'Deviam trocar PAC para Programa de Aceleração da Corrupção, porque o crescimento ninguém sabe ninguém viu'. Ora, esse cidadão, não tivesse sido vítima de lavagem cerebral midiática, estaria ciente de que o país cresceu 6% em 2007, a maior taxa de crescimento em mais de vinte anos, sendo que, quando o Brasil cresceu assim, há vinte anos, foi com inflação galopante, insuficiência energética e má distribuição de renda. E o Brasil cresceu com crise externa, com um cenário desfavorável lá fora. Assim como acontece este ano. Estados Unidos em crise, Brasil feliz. Lembra até a canção do Chico: 'por trás de um homem triste, há sempre uma mulher feliz / e atrás dessa mulher / mil homens sempre tão gentis'.
Por isso, imprensa e demais aves de mau agouro, para seu próprio bem, abandonem esse mau humor estúpido e anti-nacionalista, e mereçam o país que vocês têm!".
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Idosos, não. Eles acumulam juventude
O Brasil, que já foi celebrado como o país dos jovens, tem hoje cerca de 13,5 milhões de idosos, representando 8% da população. Em 20 anos, o país será o 6º no mundo com o maior número de pessoas idosas. Esses dados servem de alerta para que a sociedade se prepar para essa nova realidade.
No Brasil, são muitos os problemas enfrentados pelos idosos em seu dia-a-dia: a perda de contato com a força de trabalho, a desvalorização de aposentadorias e pensões, a depressão, o abandono da família, a falta de projetos e de atividades de lazer, além do difícil acesso a planos de saúde.
A população no mundo está ficando cada vez mais velha e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), por volta de 2025, pela primeira vez na história, haverá mais idosos do que crianças no planeta.
A instituição do Estatuto do Idoso, regido por princípios que registram o direito dessas pessoas a uma ocupação e trabalho, acesso à saúde, justiça, cultura e sexualidade e participação ativa na família e na comunidade já pode ser considerado um avanço. Afinal, respeitar e ouvir o idoso é obrigação de toda a sociedade. Mas infelizmente a ignorância e o preconceito ainda imperam.
Na última sexta-feira, dia 28/09, o padre Humberto Wuyts, da paróquia de Jardim da Penha, Vitória-ES, emocionou e arrancou aplausos de todos os presentes na inauguração do Centro do Centro de Convivência da Terceira Idade do bairro: “Prefiro me referir aos idosos como pessoas com alto índice de juventude acumulada”.
Faço minhas as sábias palavras do padre.
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
20 anos da morte de Drummond
Poemas como “Hino Nacional”, “Mãos dadas”, “E agora, José”, “Confidências de Itabirano”, “Canção amiga”, “Também já fui brasileiro”, “Aos namorados do Brasil”, “Infância”. Além de centenas de contos, como “O preço do feijão” e “O nome do banco”.
Quando a gente está lendo parece que é tudo de agora, tal a atualidade do tema. O tempo é um dos aspectos que concede unidade à poesia de Drummond: o tempo passado, o presente e o futuro como tema.
Toda a trajetória do poeta - qualquer que seja o assunto tratado - marca-se por uma tentativa de conhecer-se a si mesmo e aos outros homens, através da volta ao passado, da adesão ao presente e da projeção num futuro possível.
Por isso, nestes 20 anos de sua ausência, em 17 de agosto, a maior contribuição que se pode dar a qualquer leitor para que possa compreender um pouco da sua obra é ler, ler e reler Drummond, vasto Drummond.
Ao ser convidado pela “Revista Acadêmica” para escrever a autobiografia publicada em “Confissões de Minas (ensaios e crônicas), de 1944, o poeta disse: “Sendo inevitável a biografia, era preferível que eu próprio a fizesse.... evitando assim qualquer adjetivo ou palavra generosa com que o redator quisesse, sincero ou não, gratificar-me”.
Tentar decifrá-lo por inteiro é tarefa que muitos escritores, pesquisadores, historiadores estão fazendo e vão continuar por muito tempo. Tem o indivíduo em “Poema de sete faces”, em “Também já fui brasileiro”; tem a terra natal em “Cidadezinha qualquer”, “Confidência de Itabirano”, “Romaria”; tem o amor em “Quadrilha”, “Toada de amor”, “Namorado”, “Ter ou não ter”, “Balada do amor”, “Quero me casar”; tem a família em “Infância”; tem o social, o político... Tem a imensidão da obra de Drummond.
O primeiro poema de “Alguma poesia” é o conhecido "Poema de sete faces": “Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida”. A palavra gauche, de origem francesa, corresponde a "esquerdo" em nosso idioma. Em sentido figurado, o termo pode significar "acanhado", " inepto". Qualifica o ser às avessas, o "torto", aquele que está à margem da realidade circundante e que com ela não consegue se comunicar.
É assim que o poeta se via. Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro (RJ), no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.
Depois da morte de Drummond, reuniu-se no livro “O amor natural” uma série de poemas eróticos mantidos em sigilo e que foram associados a um suposto caso extraconjugal mantido pelo poeta. Verdadeiro ou não o caso, o que interessa é que se trata de poemas bem audaciosos, nos quais se explora o aspecto físico do amor. Alguns verão pornografia nestes poemas; outros, o erotismo transformado em linguagem da melhor qualidade poética. Mas acima de tudo o amor.
Drummond continuará sempre nos ensinando que amar se aprende amando, e por isto a melhor maneira de homenageá-lo e tê-lo presente no nosso dia a dia é lê-lo.
terça-feira, 14 de agosto de 2007
A insustentável leveza de ser o que se quer
Se você não acreditar naquilo que você é capaz de fazer; quem vai acreditar? Dizer que existe uma idade certa, tempo certo, local certo, não existe. Somente quando você estiver convicto daquilo que deseja e esta convicção fizer parte integrante do processo.
Mas quando ocorre este momento? Imagine uma ponte sobre um rio. Você está em uma margem e seu objetivo está na outra. Você pensa, raciocina, acredita que a sua realização está lá.
Você atravessa a ponte, abraça o objetivo e não olha para traz. Estoura a sua ponte. Pode ser que tenha até dificuldades, mas se você realmente acredita que pode realizá-lo, não perca tempo: vá e faça.
Agora, se você simplesmente não quer ficar nesta margem e não tem um objetivo definido, no momento do estouro, você estará exatamente no meio da ponte. Já viu alguém no meio de uma ponte na hora da explosão... eu também não.
Realmente não é simples. Quando você visualizar o seu objetivo e criar a coragem suficiente em realizá-lo, tenha em mente que para a sua concretização, alguns detalhes deverão estar bem claros na cabeça ou seja, facilidades e dificuldades aparecerão, mas se realmente acredita que pode fazer, os incômodos desaparecerão.
É só não se desesperar. Seja no mínimo um pouco paciente. Pois é, as diferenças básicas entre os três momentos são: ESTOURAR A PONTE ANTES DE ATRAVESSÁ-LA Você começou a sonhar... sonhar... sonhar! De repente, sentiu-se estimulado a querer ou gozar de algo melhor. Entretanto, dentro de sua avaliação, começa a perceber que fatores que fogem ao seu controle, não permitem que suas habilidades e competências o realize.
Pergunto, vale a pena insistir? Para ficar mais tangível, imaginemos que uma pessoa sonhe viver ou visitar a lua, mas as perspectivas do agora não o permitem, adianta ficar sonhando ou traçando este objetivo? Para que você não fique no mundo da lua, meio maluquinho, estoure a sua ponte antes de atravessá-la, rompa com este objetivo e parta para outros sonhos!
ESTOURAR A PONTE NO MOMENTO DE ATRAVESSÁ-LA
Acredito que tenha ficado claro, mas cabe o reforço. O fato de você desejar não ficar numa situação desagradável é válido, entretanto você não saber o que é mais agradável, já não o é! Ou seja, a falta de perspectiva nem explorada em pensamento, não leva a lugar algum. Você tem a obrigação consciencional de criar alternativas melhores. Nos dias de hoje, não podemos nos dar ao luxo de sair sem destino.
O nosso futuro não é responsabilidade dos outros, nós é que o construimos. Sem desculpas, pode começar... ESTOURAR A PONTE DEPOIS DE ATRAVESSÁ-LA. No início comentei sobre as pessoas que realizaram o sucesso e outras que não tiveram a mesma sorte.
Em primeiro lugar, acredito que temos de definir o que é sucesso. Sou pelas coisas simples: sucesso é gostar do que faz e fazer o que gosta. Tentamos nos moldar em uma cultura de determinados valores, onde o sucesso é medido pela posse de coisas, mas é muito mesquinho você ter e não desfrutar daquilo que realmente deseja.
As pessoas que realizaram a oportunidade de estourar as suas pontes de modo adequado e consistente, não só imaginaram, atravessaram e encontraram os objetivos do outro lado. Os objetivos a serem perseguidos, foram construídos dentro de uma visão clara do que se queria alcançar, em tempo suficiente, de modo adequado, através de fatores pessoais ou impessoais, facilitadores ou não, enfim o grau de comprometimento utilizado para a sua concretização.
A visão sem ação, não passa de um sonho. A ação sem visão é só um passatempo. A visão com ação pode mudar o mundo.

